Dez startups angolanas competem pelo acesso ao certame internacional do Seedstars World

Já são conhecidas as startups finalistas da competição Seedstars Luanda, cuja quinta edição, terá lugar hoje, pelas 16 horas, na Fortaleza de São Miguel, em Luanda, sob coordenação local da BCG, TGI e KiandaHub.

Uma vez concluída a fase de pré-selecção, as empresas promissoras, vão apresentar-se hoje para uma sessão de pitching, do qual será escolhido o sucessor do Kubinga, startup vencedora da edição de 2018. Em exclusivo ao Jornal Mercado, Joel Epalanga, coordenador local, afirmou que o “ecossistema de Angola ainda é incipiente e o ambiente de negócios ainda é bastante desafiador”, no entanto é optimista, no que toca a resultados promissores, “vemos alguns casos de sucesso como a Jobartis, a Tupuca e a Kubinga surgindo da competição e estamos empolgados para descobrir mais dessas startups e estimulá-las ainda mais”.

A eleição da representante de Angola ao Seedstars Africa Summit, caberá a um júri composto por Nuno Veiga, Assessor CE, Banco Atlântico; Júlia Carvalho, Gerente Geral do País – Angola, IBM; Joel Epalanga, Chefe de Planejamento e Desenvolvimento de Sistemas de Informação, Kianda Hub; Juelson Bartolomeu, Chefe de Inovação, Unitel e Claudia Makadristo, Gerente Regional para África da Seedstars.

Além de figurar no certame internacional da maior competição de startups em estágio inicial para mercados emergentes e cenários de crescimento rápido, o vencedor terá direito a uma viagem com tudo incluído ao Seedstars Africa Summit e a chance de ganhar uma vaga no Seedstars Global Summit na Suíça, onde o vencedor levará para casa um prémio de investimento de 500 mil dólares, e ainda, três meses de acesso ao programa de prontidão para investimentos.

Conheça as finalistas

Angola Desportiva: é uma startup que orientada para a gestão de dados estatísticos em tempo real para a indústria do desporto.

Twenda (Automação Prestação De Serviços, Lda): Twenda traz um serviço de viagens mais económica e rápida através de seu aplicativo de moto-táxi.

Cartão Jovem Angola: O CJA oferece descontos, através de parcerias com empresas, e projectos de desenvolvedores para permitir o crescimento social e económico da juventude.

DroneSig: Com a ajuda dos drones, o “DRONESIG” recolhe e analisa os dados de imagem de uma determinada aérea que podem solucionar os problemas dos agricultores no monitoramento de pragas.

E-Bina: A E-Bina pretende introduzir actividades de andar de bicicleta na capital de Luanda, tornando mais fácil e mais ecológico a locomoção.

Menos Lixo: é um mercado em que os cidadãos podem encontrar empresas de reciclagem, vender seus materiais de reciclagem ou doá-los.

ONDE!: é uma plataforma que fornece informações vitais sobre todos os serviços no país.

Roque Online: conecta os mercados informais do mundo com tecnologias poderosas. Fornecendo ferramentas para fornecedores e prestadores de serviços informais de mercado se autogerenciarem como uma micro empresa.

VôQueixar: oferece uma solução em que os usuários podem revisar suas experiências e dar às empresas a oportunidade de melhorar o seu relacionamento com os clientes por meio de uma plataforma e aplicativo de feedback.

Conexão Académica-Treinamento e Capacitação: Uma plataforma para formação a distância. Empresas e Particulares podem beneficiar.

A entrevista

Como está a ser preparada a quinta edição do Seedstars Luanda?

Neste momento, estamos já na recta final dos preparativos, a finalizar acordos com parceiros e patrocinadores, faremos também a triagem das startups e seleccionaremos os 30 candidatos/startups que farão parte do programa de formação e os 10 que farão as suas apresentações no próximo dia 06 da Setembro.

Quantas Startups estarão a concorrer para a edição de 2019?

É regra da organização seleccionarmos até 10 das melhores Startups que serão convidadas a apresentarem as suas startups ao corpo de jurado e a audiência presentes. No final do evento e após deliberação do corpo da jurado, serão apresentadas as três melhores Startups. As inscrições encerraram a 27 de Agosto.

Como é feita a triagem até chegar a este número?

As empresas seleccionadas para as sessões de formação e para as apresentações no Seedstars Luanda não poderão ter mais do que dois anos de existência, deverão não ter arrecadado mais do que 500 mil dólares americanos de financiamento e devem possuir um produto mínimo viável e inovador, idealmente já com alguma tracção. No dia do evento, há um júri constituído por profissionais de peso e alto calibre a nível do ecossistema que lhes é incumbida a responsabilidade da avaliar as Startups por uma série de critérios pré-definidos pela organização da competição.

O evento a nível de Angola já vai na quinta edição. Olhando para atrás quais evoluções acompanhou?

Nos últimos cinco anos, a Seedstars observou uma série de desafios que o ecossistema da Startup Angolana enfrenta; Não existe um quadro regulamentar favorável que beneficie os empresários, nem existem condições favoráveis ​​para os investidores estrangeiros atribuírem investimentos de impacto a Angola. A lei de incorporação angolana não atende aos modernos empreendedores de tecnologia que muitas vezes operam apenas digitalmente e sem um escritório físico frequentemente necessário para incorporar um negócio. Além disso, as barreiras de idioma começam mesmo nas fases iniciais da criação de startups, já que muitos fundadores de tecnologia vêm de uma experiência de desenvolvedor, mas a maioria do material educacional está disponível apenas em inglês.

A nível do país qual é a província que aparece com mais participações?

Luanda lidera o número de participações.

E quais os maiores desafios em termos de coordenação?

São de várias ordens e, como organização, procuramos sempre contorná-los. O ecossistema de Angola ainda é incipiente e o ambiente de negócios ainda é bastante desafiador. No entanto, vemos alguns casos de sucesso como a Jobartis, a Tupuca e a Kubinga surgindo da competição e estamos empolgados para descobrir mais dessas startups e estimulá-las ainda mais.

Quais as expectativas para esta edição face a recepção do público e empreendedores?

Com o apoio de diferentes parceiros, a Seedstars World vai celebrar a sua 5ª edição da competição em Luanda, no dia 6 de setembro. As expectativas são sempre as mais altas, entre elas superar a edição passada, propiciar a melhor experiência possível para todos os participantes e ver elevada a fasquia do rácio qualidade versus quantidade de Startups inscritas.

A nível de África, como tem sido a troca de sinergias nas competições regionais?

As competições regionais servem da plataforma e montra para todos os vencedores locais. É uma excelente oportunidade para se identificar novas formas e fórmulas para se resolverem problemas, propicia-nos uma visão abrangente sobre as soluções que estão a ser implementadas pelos nosso peers regionais e a interacção com os mesmos permite a construção da parcerias, trocas de experiência e know-how, que de outra forma, seria mais difícil de se obter.

Quantas vezes Angola já figurou no Seedstars World Global Winner?

Angola, já participou por quatro vezes no evento Global Seedstars World com a Jobartis (2015), Wiconnect (2016), Tupuca (2017) e Kubinga (2018), até ao momento nunca vencemos esta competição global.

Quais os ganhos concretos?

As principais startups entrarão no Programa de Preparação para Investimentos da Seedstars, com a duração de 1 a 3 meses, que conecta as startups locais a outras com experiência global, a fim de ajudar os empreendedores a estarem aptos para receberem investimento. Um outro ganho é o acesso a rede de contactos, parceiros e investidores da comunidade Seedstars World.

In Mercado

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